Estará o meu coração a ficar contaminado?

 Mais uma reunião de equipa e mais uma quantidade absurda de veneno destilado. Aos poucos, apesar do silêncio que guardo, também me começo a sentir a ferver por dentro. 

A vontade de responder à maldade com maldade é quase irresistivel. E o azedume começa a tomar possessão do meu corpo, das minhas ações e das minhas palavras

E depois chega o stress, a falta de paciencia e de énergia, as dores de estomago e as insonias. E cada vez mais me ponho a questão: estará o meu coração a ficar contaminado com a falta de compreensão, de empatia e das guerras criadas pelos outros? E se sim será que isso é uma fatalidade e terá de ser necessáriamente assim ou, pelo contrário, poderei (com muito esforço e resiliência) passar pelas gotas da chuva e acreditar que é possivel fazer diferente? 

No fundo de mim acredito que podemos escolher a doçura, a paciência e a bondade. Que podemos mudar a energia à nossa volta, não de uma forma espetacular porque a guerra faz mais barulho e brilha mais do que a paz, mas com constância e coragem. E que somos a maioria a querer escolher esse caminho, simplesmente estamos sozinhos no meio dos gritos dos outros! Mas, se nos unirmos, conseguiremos parar o contágio de maus momentos e fazer avançar a grandes passos a chegada do amor e da empatia ao mundo, pelo menos ao nosso. 

 


Comentários

  1. Eu já passei por isso, quando há mau ambiente, primeiro, não é nada connosco. Tentamos mantermos à parte. Com o passar das semanas, inconscientemente começamos a entrar no carrossel e quando por nós já estamos com partido tomado e a contribuir para o barril de pólvora. Um dia, ele explodiu e nos espaço de 4 meses todos mudaram de funções ou saíram da empresa. Eu que tinha chegado há pouco fui o único que fiquei.
    Mas se as coisas não mudassem, quem começava à procura de outra empresa e mudar de emprego, seria eu. É muito prejudicial para a nossa saúde mental viver num ambiente crispado desses.

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    1. É verdade. Admito que se não fosse os miudos e as vantagens significativas que tenho (e pouco espaco mental para lidar com uma mudança agora) já andaria à procura de outra coisa, pelo menos de forma mais activa. Por enquanto vou vendo. Mas é certo que não é possivel viver assim muito tempo.
      Beijinhos

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