Plantas e Memórias

A um mês de comemorar o meu 38o aniversário descobro em mim um interesse crescente por flores e plantas.

Depois de anos a fio a me ocupar mal e a desistir porque "não tenho jeito nenhum para isto" decidi que estava na altura de parar, aprender, observar e ler sobre o assunto. E ofereci-me duas pequenas plantinhas que juntei ao antúrio e a uma outra planta que, apesar de não serem tratados como deviam, resistem. 

É um exercicio que pretendo levar a sério já que, tal como as pessoas que amamos, precisam de ser tratadas com carinho mas sem excessos (diz a especialista do água a mais), crescer ao seu ritmo e não querer ter plantas demais (não se ocupando de nenhuma como deve ser). 

Uma outra reflexāo que me veio a propósito das plantas é o facto de nem sempre aprendermos quando deviamos. A minha avó paterna (que recordo com especial saudade mal a Primavera se aproxima) tinha flores magnificas, o tempo todo. Parecia magia, parecia que não havia nem esforço nem erro. E portanto havia tanto a aprender com ela e eu perdi a oportunidade. 

E tantas outras pessoas com quem podia ter aprendido mais se soubesse que o tempo passava rapido e que um dia teria tantas saudade. A minha tia que tinha um dom para as atividades manuais e que, em criança, tanto se esforçou para me ensinar ponto de cruz, a minha outra avó que envelheceu a olhos vistos e que tinha tantos segredos de cozinha para partilhar... 

Por isso, se tenho uma coisa a dizer é aprendam tudo o que puderem, mesmo que achem que não vos serve de nada. Porque um dia quem sabe a saudade vai bater à porta e pensaram nas pessoas com saudade tentando aprender com livros o que com amor teria sido mais intéressante! 





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